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Textos com a tag: trabalho

Existe vida no gerenciamento de projetos?

17.11.2009 | Devaneios
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Agora eu entendo por que gerentes de projetos ganham mais. Não tem nada a ver com conhecimentos ou quantos diplomas possui. Esse trabalho de viver em meio a vários documentos estúpidos. Várias horas de reuniões desnecessárias com pessoas estúpidas e que nunca resolvem nada. Word, Word, Excel, Word, Word, Word. Isso não é vida.

Desenvolvimento de Software

Desenvolvimento de Software

Triste ver que depois de meses matando tantas árvores para fazer tanto papel eles não sirvam de nada. O sistema fica diferente do que foi escrito várias vezes em vários documentos e esses documentos nunca servem de apoio para as manutenções futuras, uma vez que a documentação que teria essa função não foi criada por causa do atraso na entrega.

Eu gosto de programar. Engraçado lembrar da faculdade, quando eu dizia que não queria ser programador por que não queria conviver com a pressão da falta de prazo para entrega de sistemas. No entanto, meus melhores momentos profissionais foram enquanto era programador (mesmo com todo o estresse gerado por causa da falta de prazo =P).

Hoje em dia meu trabalho consiste da suposta “evolução” que todo programador deve ter, pelo menos segundo quem diz entender da área. Um pensamento estúpido, na minha opinião. Hoje em dia, embora possua vontade e idéias, não tenho mais disposição para programar. Depois de passar o dia todo fazendo reuniões e documentando, a última coisa que quero quando chego em casa é ficar no computador, e isso acaba refletindo aqui, uma vez que não tenho vontade nenhuma de ficar divagando sobre levantamento e definição de requisitos, descrição de casos de uso, pontos de função etc.

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TI? Oi?

05.11.2009 | Devaneios
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Alguém sabe explicar esse fenômeno escroto das empresas em só lembrar da área de TI na última hora, depois que dá vários problemas?  De um modo geral, sempre ficamos nas piores salas, jogados num canto, com poucos recursos e só falam com a gente quando o computador para de funcionar ou o sistema sai do ar. Aí nos ligam e acham que temos que resolver qualquer problema na hora, com um simples apertar de botão, como se não tivéssemos outras coisas pra fazer.

E sempre tem um departamento que se acha o mais importante da empresa, que compra equipamentos diretamente e sem o nosso conhecimento, aí quando dá problema, nós temos a obrigação de estar preparado para dar manutenção em algo que nem sabíamos existir na empresa até 2 minutos antes.

Mas uma das coisas que mais me deixam puto (ao mesmo tempo que me deixa frustrado) é como as empresas enxergam a gente apenas com um suporte técnico que eles são “obrigados” a ter, que mais do que isso, somos uma das partes mais fundamentais para todo o andamento do negócio, que as vezes, um simples mal contato em um cabo, pode parar a empresa por horas causando grandes prejuízos a todos (e se demoramos pra encontrar o problema, ainda somos incompetentes).

O motivo desse desabafo? Atualmente temos um sistema de licenciamento implantado na empresa. Sistema esse desenvolvido em cima do modelo de negócios da empresa definido e regulamentado há anos. Agora ficamos sabendo que semana que vem, nosso querido Governador vai assinar um Decreto alterando todo o modelo de licenciamento ambiental criando 25 novos tipos de licenças. Pois é, os três tipos existentes atualmente, aqueles três que servem de base para todo o sitema simplesmente terá que ser jogado no lixo e dar lugar a outro modelo totalmente diferente.

Obviamente esse não seria o único problema. O contrato da empresa que desenvolveu o sistema acabou há algum tempo e a empresa nova ainda está tentando entender a lógica do sistema através de engenharia reversa, afinal, documentação atualizada é algo que só existe na faculdade. Mas mesmo se estivesse tudo certinho, não teria tempo suficiente para implementar essa mudança a tempo.

Enfim, pra que conversar sobre essas mudanças com o órgão responsável por esses licenciamentos, afinal? Perda de tempo, né? O órgão que está em processo de estruturação organizacional por causa da junção de três outros órgãos e consequentemente ainda está sofrendo ajustes internos, sem falar em choques culturais, que se vire nos 30. E nem preciso dizer que essa mudança no modelo é por causa das obras para a Copa e para as Olimpíadas, certo? ;)

Ah sim. Ano que vem é ano de eleição também.

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Dilbert

18.10.2009 | Devaneios
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Já diziam que uma imagem vale mais que mil palavras…

Dilbert

Dilbert

Dilbert sabe das coisas.

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A eterna insatisfação com os superiores

26.01.2009 | Devaneios
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Muitos gestores adoram reclamar que os seus subordinados não gostam de trabalhar, que não fazem por onde ganhar mais e melhores benefícios. Será que eles já pararam para olhar o nosso lado? No momento está acontecendo uma coisa no meu trabalho que com certeza acontece com a grande maioria das pessoas, e tenho certeza que até de forma pior.

Desde o dia 12 de Janeiro a “minha” equipe está trabalhando 12 horas por dia. Finais de semana e o feriado que teve aqui no Rio, a empresa permitiu que trabalhássemos de casa. Ou seja, estamos há 2 semanas inteiras trabalhando. Não estamos fazendo isso por que prometemos um prazo que não podemos cumprir, não é por que ficamos enrolando e deixamos para a última hora e com certeza não é por que a gente quer. O motivo real não vem ao caso agora *cof* gerência *cof*, o que importa é a quantidade de horas trabalhadas. Se formos somar somente os dias úteis, são 40 horas extras. Mas a empresa não paga hora extra. Banco de horas? Não existe.

Como faz então? O velho jeitinho brasileiro de “dar uma folga quando o projeto aliviar” ou então deixar chegar “um pouquinho” mais tarde durante uns dias. O esquema então é esse? Quando ELES precisam a gente pode sacrificar nossa vida social. Um colega ficou 3 dias sem ver a esposa e o filho por causa do horário que chegava e saia de casa. Mas quando é pra retribuir é quando eles quiserem, da forma que eles quiserem?

O que eles nos propuseram foi não trabalhar na quarta-feira de cinzas e na sexta feira seguinte (dia 27), ou seja, trabalhar somente na quinta-feira da semana do carnaval. O seja: a gente se acaba durante duas semanas pra consertar o erro deles (tempo insuficiente, diga-se) e eles nos retribuem com 1 dia e meio de folga.

E ai de quem reclamar, afinal, não fizemos mais do que a obrigação em ter trabalhando além do horário. A única coisa que eu sei é a seguinte: Se eu receber somente esse 1 dia e meio de folga, nunca mais fico depois da hora por erro alheio. A minha parte eu fiz, quando a empresa precisou de mim eu estava lá. Ajudo em coisas que nada tem a ver com meu trabalho, e na hora de retribuir é essa sacanagem?

Antes dos gestores reclamarem das atitudes (ou falta de) dos funcionários, eles deveriam procurar saber a causa do problema.

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